"Precious Images" é um pequeno filme editado por Chuck Workman. Vencedor de um Óscar para melhor curta-metragem, e com mais de 500 clips, é uma carta de amor ao Cinema.
Estima-se que será a curta-metragem mais vista de sempre.
E ainda bem.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Still waiting, after all these days.
Confesso que começo a ficar um pouco desanimado com o silêncio das produtoras em relação ao dossier que lhes enviei.
Custa assim tanto escrever um "É uma merda, não estamos interessados."?
Quero acreditar que ainda não tiveram tempo para ler. (O que é estranho, nas produtoras há sempre alguém que passa o dia a jogar Solitaire, podia tirar meia hora para ler aquilo).
Ou, melhor ainda, quero acreditar que por um erro qualquer não receberam o meu mail.
O meu dossier foi parar ao junk mail deles e continuam ansiosamente à espera de o receber!
Sim, é isso mesmo.
Posso ficar mais descansado.
Em todo o caso, 2ª vou enviar um mail a perguntar basicamente "Comé?"
Pode ser que respondam a esse.
Custa assim tanto escrever um "É uma merda, não estamos interessados."?
Quero acreditar que ainda não tiveram tempo para ler. (O que é estranho, nas produtoras há sempre alguém que passa o dia a jogar Solitaire, podia tirar meia hora para ler aquilo).
Ou, melhor ainda, quero acreditar que por um erro qualquer não receberam o meu mail.
O meu dossier foi parar ao junk mail deles e continuam ansiosamente à espera de o receber!
Sim, é isso mesmo.
Posso ficar mais descansado.
Em todo o caso, 2ª vou enviar um mail a perguntar basicamente "Comé?"
Pode ser que respondam a esse.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Deixas que eu gostaria de ter escrito - Parte III
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Hoje fui ver.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
The Waiting Game.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Entrevista da APAD a Tiago Santos.
Vi recentemente o filme "Call Girl" e gostei. Está bem realizado, boas interpretações (grande Ivo Canelas!), e tem diálogos deliciosos, que poderiam ser tirados de um bom film-noir dos anos 50.
Já tinha lido algumas coisas do Tiago Santos (o argumentista do filme) no seu antigo blog, onde entretanto deixou de escrever. Estou esperançado que seja o anunciar de uma nova vaga de guionistas portugueses (e, já agora, comigo por lá).
Aqui fica uma entrevista dada pelo Tiago à APAD (Associação Portuguesa de Argumentistas & Dramaturgos):
Entrevista
Já tinha lido algumas coisas do Tiago Santos (o argumentista do filme) no seu antigo blog, onde entretanto deixou de escrever. Estou esperançado que seja o anunciar de uma nova vaga de guionistas portugueses (e, já agora, comigo por lá).
Aqui fica uma entrevista dada pelo Tiago à APAD (Associação Portuguesa de Argumentistas & Dramaturgos):
Entrevista
Deixas que eu gostaria de ter escrito - Parte I.

Joe Gillis: You're Norma Desmond. You used to be in silent pictures. You used to be big.
Norma Desmond: I am big! It's the pictures that got small!
in "Sunset Blvd." (1950) de Billy Wilder
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Será desta?
Ontem, ao final da noite, enviei a algumas produtoras uma proposta de projecto para concorrer ao programa de apoio a Escrita de Longas Metragens de Ficção, do ICA.
Para já, recebi duas respostas a pedirem-me que enviasse o dossier do projecto.
Wish me luck!
Para já, recebi duas respostas a pedirem-me que enviasse o dossier do projecto.
Wish me luck!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Belas leituras.
Passei a tarde de hoje na biblioteca da Cinemateca e fiquei a conhecer dois bons livros relacionados com guionismo:
"How to Make Money Scriptwriting" de Julian Friedmann e "Screenwriters' Masterclass: Screenwriters Talk About Their Greatest Movies" de Kevin Conroy Scott
O primeiro é escrito por um agente (!) e está cheio de dicas úteis para ganhar a vida como guionista. Até fala sobre a postura corporal correcta que devemos adoptar quando fazemos um pitch.
O segundo é um conjunto de entrevistas com argumentistas consagrados, desde alguns indies passando por escribas de blockbusters.
Deixo aqui os links Amazónicos para ambos, respectivamente:
How to Make Money Scriptwriting
Screenwriters' Masterclass: Screenwriters Talk About Their Greatest Movies
Fiquei com vontade de os trazer para casa, mas, infelizmente, tal não é possível naquela biblioteca.
Raios!
"How to Make Money Scriptwriting" de Julian Friedmann e "Screenwriters' Masterclass: Screenwriters Talk About Their Greatest Movies" de Kevin Conroy Scott
O primeiro é escrito por um agente (!) e está cheio de dicas úteis para ganhar a vida como guionista. Até fala sobre a postura corporal correcta que devemos adoptar quando fazemos um pitch.
O segundo é um conjunto de entrevistas com argumentistas consagrados, desde alguns indies passando por escribas de blockbusters.
Deixo aqui os links Amazónicos para ambos, respectivamente:
How to Make Money Scriptwriting
Screenwriters' Masterclass: Screenwriters Talk About Their Greatest Movies
Fiquei com vontade de os trazer para casa, mas, infelizmente, tal não é possível naquela biblioteca.
Raios!
Breve História de... Mim.
Tenho 25 anos, sou licenciado em Cinema e estou a estagiar em guionismo numa produtora.
Portanto, e como é fácil de ver, ainda não há material suficiente para uma épica autobiografia.
Portanto, e como é fácil de ver, ainda não há material suficiente para uma épica autobiografia.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Cena(s)
Periodicamente irei colocar aqui alguns excertos de guiões que escrevi. Por razões óbvias encontram-se todos devidamente registados e protegidos.
Título: "Hannah" ©
Formato: Longa-Metragem
Género: Terror
INT. DIVISÃO - NOITE
Uma divisão escura, cheia de arcas frigoríficas.
ANA
Nome?
WATTEAU
Antoine Watteau. Um escravo.
Watteau faz uma vénia.
ANA
Também foi ele que te fez assim?
WATTEAU
Ele?
Watteau ri.
WATTEAU (CONT’D)
Não, não. Oh, quem me dera. Foi o meu professor de piano. Paris, 1742. Um sujeitinho aparentemente sem piada alguma. Mas como as aparências iludem! Lamentavelmente não voltei a tocar desde então.
ANA
Vocês são... vampiros?
WATTEAU
Certo. E se não estou enganado, agora também você o é. Como se já não fossemos suficientes... e por favor, não comece a balbuciar algo do tipo "mas... não... é... po... ssí... vel...", porque se acha que não é possível, experimente sair à rua de dia. Terá uma bela surpresa.
Watteau senta-se em cima de uma das arcas.
WATTEAU
Ele transformou-a e desapareceu?
Ana acena afirmativamente.
WATTEAU (CONT’D)
Que rude.
ANA
Diz-me onde é que ele está.
WATTEAU
Eu já disse que não sei onde é que ele está. Mas mesmo que soubesse, o que tencionaria fazer? Bater-lhe? Chamar-lhe nomes?
ANA
Matá-lo.
WATTEAU
Ai sim? Como?
ANA
Ainda não sei. Diz-me tu.
WATTEAU
Não, não, não. Acho que ele ficaria aborrecido comigo se o fizesse.
ANA
És o servo dele?
WATTEAU
Amigo. E agora, se já não tem mais dúvida nenhuma, vou voltar à conversa com a minha ceia.
ANA
Quantos de vocês é que existem?
WATTEAU
No mundo?
ANA
Sim.
WATTEAU
Bom, nós não temos propriamente um censos, portanto não lhe poderei dar um número exacto. Mas diria que por cada 16 humanos existe um vampiro. Portanto, como pode perceber, a comida não abunda.
ANA
Têm algum mestre? Alguém de quem recebem ordens??
WATTEAU
Não. É cada um por si. E se está a pensar em personagens tipo Drácula, esqueça, não andamos por aí em castelos tenebrosos, com penteados estranhíssimos e capa a arrastar pelo chão. Não nos transformamos em
morcegos. Não nos transformamos em nevoeiro. Não dormimos em caixões. E, muito definitivamente, bebemos vinho. Aquele Bram era um tipo cheio de piada.
ANA
Stoker?
WATTEAU
Claro. Um tremendo exibicionista.
ANA
Bram Stoker era um vampiro?
WATTEAU
Até ter escrito aquele disparate. Não soube ficar calado. Os outros... não gostaram. Morreu. Nós apreciamos a nossa... clandestinidade. É bom que pensem em nós apenas como folclore e material para vender filmes. Bem! Toda esta conversa deu-me fome!
Watteau abre uma das arcas e retira um saco do seu interior. O seu conteúdo: sangue.
Watteau abre-o e despeja-o pela garganta abaixo. Pára, e estende o braço na direcção de Ana.
A sua boca está cheia de sangue.
WATTEAU
Peço desculpa. Servida?
Ana recusa.
WATTEAU
Mais cedo ou mais tarde terá de fazê-lo. Para quê adiar? O sangue daqui é maravilhoso.
ANA
Não tenho fome.
WATTEAU
Terá.
ANA
Que sítio é este? Algum clube de vampiros?
WATTEAU
Um sítio onde estamos entre os nossos.
ANA
Então ele costuma vir cá, certo?
WATTEAU
Gabriel?
ANA
Sim.
WATTEAU
De vez em quando, sim.
ANA
Não há maneira de fazer com que isto... desapareça?
WATTEAU
Claro que sim. Morrendo. Acaba por se habituar. Acredite. E espero que esta sua nova... condição... seja mantida em segredo. Nada de ir telefonar às amigas a contar a novidade.
ANA
Voltaremos a ver-nos.
Ana abandona a sala.
WATTEAU
Espero bem que sim.
Título: "Hannah" ©
Formato: Longa-Metragem
Género: Terror
INT. DIVISÃO - NOITE
Uma divisão escura, cheia de arcas frigoríficas.
ANA
Nome?
WATTEAU
Antoine Watteau. Um escravo.
Watteau faz uma vénia.
ANA
Também foi ele que te fez assim?
WATTEAU
Ele?
Watteau ri.
WATTEAU (CONT’D)
Não, não. Oh, quem me dera. Foi o meu professor de piano. Paris, 1742. Um sujeitinho aparentemente sem piada alguma. Mas como as aparências iludem! Lamentavelmente não voltei a tocar desde então.
ANA
Vocês são... vampiros?
WATTEAU
Certo. E se não estou enganado, agora também você o é. Como se já não fossemos suficientes... e por favor, não comece a balbuciar algo do tipo "mas... não... é... po... ssí... vel...", porque se acha que não é possível, experimente sair à rua de dia. Terá uma bela surpresa.
Watteau senta-se em cima de uma das arcas.
WATTEAU
Ele transformou-a e desapareceu?
Ana acena afirmativamente.
WATTEAU (CONT’D)
Que rude.
ANA
Diz-me onde é que ele está.
WATTEAU
Eu já disse que não sei onde é que ele está. Mas mesmo que soubesse, o que tencionaria fazer? Bater-lhe? Chamar-lhe nomes?
ANA
Matá-lo.
WATTEAU
Ai sim? Como?
ANA
Ainda não sei. Diz-me tu.
WATTEAU
Não, não, não. Acho que ele ficaria aborrecido comigo se o fizesse.
ANA
És o servo dele?
WATTEAU
Amigo. E agora, se já não tem mais dúvida nenhuma, vou voltar à conversa com a minha ceia.
ANA
Quantos de vocês é que existem?
WATTEAU
No mundo?
ANA
Sim.
WATTEAU
Bom, nós não temos propriamente um censos, portanto não lhe poderei dar um número exacto. Mas diria que por cada 16 humanos existe um vampiro. Portanto, como pode perceber, a comida não abunda.
ANA
Têm algum mestre? Alguém de quem recebem ordens??
WATTEAU
Não. É cada um por si. E se está a pensar em personagens tipo Drácula, esqueça, não andamos por aí em castelos tenebrosos, com penteados estranhíssimos e capa a arrastar pelo chão. Não nos transformamos em
morcegos. Não nos transformamos em nevoeiro. Não dormimos em caixões. E, muito definitivamente, bebemos vinho. Aquele Bram era um tipo cheio de piada.
ANA
Stoker?
WATTEAU
Claro. Um tremendo exibicionista.
ANA
Bram Stoker era um vampiro?
WATTEAU
Até ter escrito aquele disparate. Não soube ficar calado. Os outros... não gostaram. Morreu. Nós apreciamos a nossa... clandestinidade. É bom que pensem em nós apenas como folclore e material para vender filmes. Bem! Toda esta conversa deu-me fome!
Watteau abre uma das arcas e retira um saco do seu interior. O seu conteúdo: sangue.
Watteau abre-o e despeja-o pela garganta abaixo. Pára, e estende o braço na direcção de Ana.
A sua boca está cheia de sangue.
WATTEAU
Peço desculpa. Servida?
Ana recusa.
WATTEAU
Mais cedo ou mais tarde terá de fazê-lo. Para quê adiar? O sangue daqui é maravilhoso.
ANA
Não tenho fome.
WATTEAU
Terá.
ANA
Que sítio é este? Algum clube de vampiros?
WATTEAU
Um sítio onde estamos entre os nossos.
ANA
Então ele costuma vir cá, certo?
WATTEAU
Gabriel?
ANA
Sim.
WATTEAU
De vez em quando, sim.
ANA
Não há maneira de fazer com que isto... desapareça?
WATTEAU
Claro que sim. Morrendo. Acaba por se habituar. Acredite. E espero que esta sua nova... condição... seja mantida em segredo. Nada de ir telefonar às amigas a contar a novidade.
ANA
Voltaremos a ver-nos.
Ana abandona a sala.
WATTEAU
Espero bem que sim.
FIM DE CENA
Fade In

Quero ser guionista.
Ora, tendo em conta que vivo em Portugal, a minha família ficaria mais descansada se optasse por algo mais aceitável socialmente como ir cantar para o Metro, ou, quiçá, inspector da ASAE.
Mas na realidade não canto muito bem e não sou grande sacana.
Por isso...
Guionismo será.
Para o bem ou para o mal.
Será então um blog sobre guionismo em particular, e sobre cinema em geral.
Colocarei aqui alguns excertos de trabalhos meus, novidades sobre a minha vida de guionista (quando existirem, se existirem), opiniões sobre filmes e demais coisas giras desse género.
No pior dos cenários, será interessante ver o destruir de alguns sonhos e esperanças.
Gostaria também que este blog funcionasse como uma espécie de ponto de encontro com outros aspirantes a guionistas, ou até mesmo profissionais, se vierem cá parar.
A página está em branco.
É chegada a hora de escrever.
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